sexta-feira, 13 de março de 2009

Castelo de Ilusões - Susan Spencer Paul


Inglaterra, 1405.

Ela era a filha de seu pior inimigo...

Lillis de Wellewyn era a mulher mais linda que Alexander já tinha visto. Uma noiva de conto de fadas. Todavia, ele não podia considera-la sua, pois havia jurado deixa-la partir assim que livrasse seu povo da tirania do pai de Lillis.

Alexander Baldwin era conhecido como um nobre honrado, porém Lillis o considerava um tirano que havia se casado com ela apenas por causa de seu dote. Um homem que a tornara não só sua prisioneira, mas vagarosa e implacavelmente roubara-lhe o coração!

Susan Spencer Paul também escreve como Mary Spencer.

Primeiro livro da Série the brides series também conhecida como As Noivas Baldwin.

Os livros são:


Gostei muito do livro.

Alexander Baldwin tem o rio que percorre sua propriedade represado mais acima no seu curso, nas terras de Wellewyn pelo pai de Lillis. Seu povo passa necessidade por isso e ao chegar no seu castelo, após mais uma tentativa de negociação, descobre que seus dois irmãos adolescentes, sequestraram a filha do inimigo.

Lillis estava afastada do seu lar desde a infância, estava num convento se educando e ao voltar para casa é sequestrada no caminho por 2 gêmeos adolescentes, colocada junto com sua dama de companhia num quarto sujo e mal cuidado. E agora espera seu captor.

Trecho:

— Ai, Lillis, não devíamos ter deixado o convento. Foi muita ousadia viajar com apenas dois guardas.

Edyth recomeçou a chorar, e Lillis tentou acalma-la. Não teve muito tempo, pois ouviu passos no corredor e viu luz sob a porta. Assustada, a criada aquietou-se, e ela tentou manter o medo sob controle. De cabeça erguida e ainda com as mãos nos ombros da outra, murmurou enquanto a chave girava na fechadura:

— Coragem, Edyth, coragem.

Um demônio passou pela porta para cumprimenta-las. Pelo menos, foi essa a sua impressão. Tratava-se de um homem grande, escuro e portando armadura. O rosto continuou na sombra quando ele deu alguns passos para dentro do aposento. Estava tão molhado que a água pingava à sua volta, o que lhe aumentava o aspecto estranho. Tremendo de medo e repulsa, Lillis o viu se aproximar. Parecia estar vendo um fantasma e, depois do dia angustiante, não se surpreenderia se ele se apresentasse como tal.

Sentiu Edyth encolher-se e apertou-lhe os ombros. Foi com uma ponta de alívio que o estranho falou primeiro, pois ela havia perdido a voz.

— Quem é a senhora?

Lillis estremeceu com a aspereza da indagação.

— Quem é o senhor? — indagou em voz trêmula.

— Sou o senhor deste castelo — respondeu o fantasma cuja imagem começava a se assemelhar à de um homem.

— Ah! — foi só o que Lillis conseguiu exclamar no primeiro instante. Então aquele era o homem por quem esperava havia tantas horas. Sem dúvida, amedrontador. Porém, mais dona de si mesma, prosseguiu: — Senhor, sou Lillis Ryon de Wellewyn, e esta é a minha companheira, Edyth Lielyn. Lamento informá-lo que seus irmãos cometeram um grande erro.

Pela primeira vez, ela viu que outras pessoas tinham entrado no aposento, mas mantinham-se junto à porta. O homem, entretanto, chegou mais perto, tornando-se mais humano sob a luz da vela.

— Seu pai é Jaward, senhor de Wellewyn? — indagou, encarando-a.

Lillis notou-lhe a expressão cansada, mas não podia distinguir se era jovem ou velho.

— É sim — respondeu de cabeça erguida.

Foi difícil ler-lhe a reação à resposta. Com firmeza, ele a fitou bem dentro dos olhos, e Lillis o encarou sem conseguir pensar em algo para dizer. Esse comportamento dele era, além de imprevisível, muito impróprio. O homem deveria estar curvado a seus pés, implorando-lhe perdão pelo tratamento dispensado a ela e a Edyth ali no castelo. No entanto, observava-a como se tentasse decidir que tipo de animal tinha à frente.

Aqueles que também haviam entrado no aposento, com os rostos mal iluminados pela luz de um tocheiro, postaram-se atrás dele. Lillis surpreendeu-se ao ver uma senhora idosa no grupo.

— Meu senhor... — Lillis começou, mas parou de maneira abrupta ao reconhecer os gêmeos, com os braços cruzados no peito e sorriso de satisfação.

— Vocês dois! — esbravejou, apontando-lhes o dedo. — Seus demônios atrevidos e miseráveis! — Voltou a olhar para o senhor do castelo que já não mais a observava com expressão perscrutadora, e sim estupefata. Em voz enérgica, queixou-se: — Meu senhor, esses dois desgraçados nos atacaram na estrada hoje de manhã, a mim e à minha criada, e nos trouxeram à força para cá. Eles nos mantiveram trancadas o dia inteiro neste aposento imundo e não foram capazes de nos trazer água e alimento. Tenho medo de pensar no que fizeram aos meus dois guardas.

— Eles estão bem. Sir Alan os mantém sob vigilância no alojamento dos homens — um dos rapazes informou, irritado.

— Nesse caso, eles devem ter recebido melhor tratamento do que nós. Vocês não se preocuparam com as duas mulheres que deixaram presas o dia inteiro neste lugar horroroso? Não lhes passou pela cabeça que deveríamos estar com frio e com fome?

Os gêmeos não responderam, mas o senhor do castelo manifestou-se em voz calma:

— Tem toda razão em sua queixa, minha senhora. O tratamento dispensado por meus irmãos a ambas foi imperdoável. Garanto-lhes que eles serão castigados.

— Mas, Alex! — protestou um dos rapazes.

— Quieto! — ordenou o homem, com severidade, provocando silêncio absoluto. Virou-se para Lillis e prosseguiu em tom mais ameno: — Peço que a senhora e a sua criada nos perdoem. Infelizmente, só retomei ao castelo há instantes. Se houvesse chegado antes, as senhoras teriam sido libertadas mais cedo. — Apontou para a matrona gorducha atrás dele e continuou: — Minha tia e as outras pessoas do castelo só ficaram sabendo da sua presença aqui agora a pouco, após a minha chegada. Se ela tivesse conhecimento do fato, minha senhora, o seu tratamento teria sido bem diferente. Peço que acredite em mim.

— Alimentamos dúvidas a seu respeito, meu senhor.

— Muito compreensível, mas a situação será corrigida, prometo — disse ele, baixando a cabeça. — As senhoras serão levadas a um aposento adequado, onde passarão a noite, e todas as suas necessidades serão atendidas imediatamente. Amanhã cedo, veremos o que poderá ser feito.

— Agradeço muitíssimo, meu senhor, mas isso não será necessário. Peço apenas que me devolva os meus dois guardas e as nossas montarias para que possamos ir embora.

Ele a fitou com firmeza.

— Lamento, mas a senhora não poderá ir embora agora à noite. Não se preocupe com os seus guardas. O conforto deles será levado em consideração tanto quanto o seu.

— Não — contestou Lillis com a mesma inflexibilidade. — Isso não me satisfaz. Partiremos agora à noite. Por favor, mande selar as nossas montarias e nos devolver a bagagem.

O ar exalado por ele soou como um suspiro desanimado.

— Não pode ir embora esta noite, minha senhora. O vento ruge como o Demônio em pessoa, e a chuva cai a cântaros. Seria desumano de minha parte permitir que qualquer mulher enfrentasse tempo semelhante, ainda mais na escuridão. — Num tom mais persuasivo, acrescentou: — Vamos, aceite a minha hospitalidade e, amanhã cedo, conversaremos.

Lillis tentou controlar-se e, numa voz calma e cordata, insistiu:

— Meu senhor, sinto-me grata por sua consideração, mas, por favor, não se preocupe com nosso bem-estar. De fato, a inclemência do tempo é uma inconveniência, mas preferimos enfrenta-la a ter de gozar de sua bondosa hospitalidade. Já usufruímos dela o suficiente durante o dia.

Ouviu-se uma exclamação seguida de palavras estridentes.

— Alexander! Vai deixar que se dirija a você dessa forma arrogante? Ela está sendo rude e agressiva.

— Quieta, tia Leta — ordenou ele em voz baixa.

Foi obedecido no mesmo instante, e o silêncio tornou-se tão profundo que Lillis teve a impressão de poder ouvir as batidas descompassadas do próprio coração.

— Minha senhora de Wellewyn, vamos chegar a um entendimento. Eu lhe garanto que não partirão esta noite — disse ele com suavidade enervante.

— Partiremos, sim! — teimou ela.

— Não, de forma alguma.

Lillis o entendeu. Pelo tom de voz percebeu o que ele queria dizer exatamente. Elas eram prisioneiras.

Abaixo a capa em Inglês.

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Cotação:
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PS: Percebi hoje que minha ferramenta de comentários estava com problemas no Internet Explorer, como uso o Firefox não tinha percebido. Consertei. Qualquer problema é só comentar.
Porém os emoticons só aparecem no Firefox.

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4 comentários:

camila 14 de março de 2009 18:53  

Noossa já li Castelo de Ilusões umas 5 vezes, sou muito fã da Susan Spencer e acho esse o melhor da série "Brides"!! Uma história de amor linda e comovente, vale a pena conferir!

marilia 6 de janeiro de 2011 21:22  

não sei se li o mesmo livro mas se foi,vou dizer pense numa mulher pamonha e num homem irritante,ela não tem opinião própria e ele é um ogro que só pensa em satisfazer suas vontades destestei

Mara 9 de abril de 2011 22:25  

Oi Ana...

Eu li Castelo de Ilusões e amei odiar o Alexander.

Também deixei alguns links direcionando ak para o Romances in Pink, me avise se isso não for conveniente.

bjos
Mara

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