Desejo nas Terras Altas - Michelle Willingham
Romance histórico
Escócia, 1305
Há cerca de dois anos, eu fiz as resenhas dos livrinhos de banca dos Irmãos Creed, de Linda Lael Miller. Comentei na época que os romances não fariam feio no formato de livraria. E foi essa mesma sensação que senti ao ler Desejo nas Terras Altas, 288 páginas da Harlequin.
A sinopse pode enganar o leitor (Ele vai exigir a noite de núpcias que jamais tiveram!), nada contra histórias focadas na sensualidade, eu particularmente adoro, mas o livro é muito mais do que isso.
Personagens mais realistas, complexos e tridimensionais cativam e sensibilizam o leitor. Há uma trama que não se prende somente ao casal protagonista, mostrando personagens secundários e seus conflitos e existe uma preocupação com os fatos históricos e com o comportamento da sociedade na época, embora também exista uma certa flexibilidade criativa. Tudo isso, é claro, não deixando de lado a temática romântica e as cenas sensuais. Resumindo: um romance de banca que não subestima o leitor.
Primeiro livro da série Clã MacKinloch
- 1. Claimed by the Highland Warrior (2011) - Desejo nas Terras Altas - Bram MacKinloch
- 2. Seduced by Her Highland Warrior (2011) - não publicado no Brasil - Alex MacKinloch
- 2.5 Craving the Highlander's Touch (2011) - e-book da harlequin - não publicado no Brasil - Alys Fitzroy (esposa de um dos vilões deste livro).
Queria fazer uma coisa diferente hoje. Vou colocar aqui um trecho de um artigo da autora no blog The Word Wenches. Nele, ela comenta um pouco sobre o livro e a série. O texto completo está AQUI em inglês e vale a pena ser lido. O trecho abaixo foi traduzido por mim com a ajuda da @lilian_escreve. Desculpem os errinhos que possam ter, mas graças a Deus não trabalho em tradução, nem em revisão de textos.
Em Desejo nas Terras Altas, a heroína Nairna MacPherson casou-se aos quinze anos com Bram MacKinloch. Eles passaram apenas uma noite juntos em 1298 antes da fortaleza de Bram ser atacada pelos ingleses. Jovem e de cabeça quente, Bram sente-se obrigado a enfrentar o inimigo e acaba sendo levado como prisioneiro de guerra.
Na maioria dos casos, os presos medievais eram resgatados ou mortos, neste último caso se não fossem úteis. Mas eu queria criar uma longa separação entre os meus personagens, um afastamento de anos. Eles precisavam disso para crescer e amadurecer de namoradinhos de infância para um herói forte e uma heroína corajosa. Ocorreu-me que os prisioneiros de guerra poderiam ser usados como força de trabalho, para construir paredes de pedra ao redor das fortalezas inglesas ou possivelmente até mesmo estruturas mais permanentes. E assim, eu condenei meu pobre herói ao cárcere por muitos anos ao lado de seu irmão mais novo Callum, como um escravo de um conde inglês. (Sim, eu sou uma autora cruel. Sim, Bram é um herói atormentado. Quem não seria se tivesse de levantar rochas durante todo o dia?)
Quando Bram se reencontra com sua esposa, ele é atormentado por pesadelos de sua prisão e pela sua incapacidade de libertar seu irmão. Ele não consegue deixar de se sentir culpado por ter sobrevivido, mas Nairna o ajuda a superar seu passado e acabam se apaixonando de novo.
A história do prisioneiro de guerra que se reencontra com sua esposa não é nova, mas oferece tantos níveis emocionais para explorar. Como seria se o homem com quem você se casou fosse agora provavelmente um estranho? Como você uniria sua vida à dele e tentaria fazer o casamento funcionar, quando vocês não se veem há sete anos?
Atormentado é apelido.
Bram tem sérios problemas. Inicialmente não consegue dormir e tem uns flashbacks que o possuem acordado ou em um estado semelhante ao sonambulismo. Inconsciente, se torna perigoso. Não consegue dominar suas reações ao ver uma adaga, trauma das torturas. Tem seu corpo cheio de cicatrizes e tem medo de perder a sanidade e machucar os seus. Magro e fraco é uma antítese do herói que normalmente esperaríamos em um romance de banca de espadões escoceses. Por outro lado, sentimentos de possessão e proteção, a palavra "minha" que nós leitoras adoramos e outros clichês agradáveis se encontram também no texto.
Eu gostei muito, embora tenha achado o início mais lento. O livro em uma palavra: tocante. Uma história mais densa, emocional que não usa o humor para atenuar a trama. Se existem cenas hots? Sim e ótimas, só que o foco aqui são as relações humanas.
Sinopse:
Ele vai exigir a noite de núpcias que jamais tiveram!
Bram MacKinloch passou sete anos, longos e torturantes, em cativeiro. Durante esse tempo, apenas três pensamentos o faziam resistir: cultivar sua força bruta, alimentar a sede de vingança e manter viva a memória do belo rosto de sua noiva. Ao rever seu marido após tanto tempo, Nairna ficou totalmente paralisada pelo choque de um encontro inesperado. As cicatrizes sobre o corpo de Bram revelavam o quanto sofrera em cativeiro, enquanto a fome em seus olhos provocava chamas de desejo. Porém, muitas coisas mudaram desde seu inocente casamento…
Os guerreiros do clã MacKinloch estão sempre prontos para lutarem até o fim pela sua terra… e pelos seus amores!
Abaixo a capa em inglês.

Cotação:






























12 comentários:
Ai que lindo!!! Ja adorei! Menina, os outros livros da autora que eu li tambem são nesse estilo: menos melado, mais seco e com uns toques realistas que fazem a gente sofrer. Adorei, não aguento mais aquelas agua-com-açúcar sonsas, gosto de livros com mais conteúdo.
Com certeza esse livro é meu número, adoro um drama, um trauma do passado e esse casal é bem meu estilo.
Aguardando ansiosamente o meu exemplar para me deliciar!
Linda resenha Ana, adorei o texto, "Autora má", kkkkk
vou procurar aqui perto de casa, parece ser mto bom
*pigarreia*
Então, ainda bem que eu também não trabalho com isso. Mas foi um prazer ajudar, hehehehe.
Me interessei pelo livro. Bastante! Agora um pouquinho mais. *olha pra pilha imensa de livros, pensa se compra mais um ou continua a dieta*. Devo ler, mas não sei se compro agora.
Eu gosto dos romances mais doces, mas é ótimo ler algo diferente. Isso é prova da versatilidade do formato de banca - tem coisas muito boas e bem escritas, como em qualquer outro formato. E como eu gosto dessa variação, já está na lista. (Mesmo que tenha de esperar o fim da dieta, rs)
Acho que vários livros que são lançados em formato de banca poderiam ser lançados em formato de livraria, especialmente os históricos.
Mas é como você sempre diz, Tonks, as editoras não sabem o que estão perdendo!
Bjs
Bia
www.amormisterioesangue.com
Mau posso esperar para ler. Acabei de conseguir o meu exemplar!!!!!!
Oi Tonks!
Eu comprei o livro e estou louca para ler!
A capa é muito linda.
Achei engraçado o trecho que a autora escreveu:
(Sim, eu sou uma autora cruel. Sim, Bram é um herói atormentado. Quem não seria se tivesse de levantar rochas durante todo o dia?)
Obrigada pela ótima resenha!
Beijos,
@PatriciaADavis
Acheiiiiii o livro aqui perto, segundo a moça da banca eles so pedem um pra editora, pq é o que sai, ou seja, acho q comprei o livro de alguém!
Bjo
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Pat Xavier
dicalivros.blogspot.com
Uau!
Os Históricos já chamam minha atenção por si só, mas sua resenha me arrebatou rs.
Independente do formato o que vale é a leitura, e o livro de banca oferece entretenimento a todas as classes sociais.
Por falar em romance historico, vc já leu os 3 da Maya Banks?
bem q podiam publicar aqui no Brasil, são mto bons.
Ah, adorei o texto da autora, é legal ter a visão de como e o porquê das situações em suas histórias. Gosto de romances de quase todos os tipos (menos os com finais tristes ou trágicos), e como é um romance de banca, tenho certeza que vou adorar esse aqui. E a tradução ficou ótima, muito melhor que muitas traduções oficiais que vemos em alguns livros por aí.
Adorei a dica! =D
Beijos!
Ualll
Pela capa imaginava o típico mocinho escocês, fortão e tudo mais. Saber que nem o Bram é um pouco diferente só deixa o livro ainda mais atraente.
Bjkas!
Monique Martins
MoniqueMar
@moniquemar
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